Aos nove anos de idade fui a um show da cantora Angélica em um parque muito grande com minha tia e primas. Estava cheio, era um dia de sol intenso, muito calor, lá de trás pude ver que algumas pessoas desmaiavam e eram retiradas do local.
Quando acabou o show, era gente pra todo lado, minha tia encontrou dificuldades para encontrar a saída, fiquei muito agitada e com medo, as cenas das pessoas desmaiando não saíam do meu pensamento.
Depois disso, não sei exatamente quanto tempo depois, fui ao centro de São Paulo com minha irmã, fomos a uma lanchonete e ela pediu misto quente pra nós, nem terminei de comer e só me lembro de ‘acordar’...
Daí em diante comecei a relacionar os fatos, multidão era sinal de desmaios, assim como comer misto quente... foi absurdamente assim por muito tempo,muitos anos. Não tinha coragem de dizer isso a ninguém, achava que era loucura.
Meus pais percebendo meus medos me levavam sempre a lugares onde a multidão era presente... metrôs, centro de São Paulo, etc... eu me sentia muito mal... queria ajuda... queria poder dizer ‘tenho medo!’ e não conseguia.
Sempre diziam: ’Pra quê medo? Ninguém vai te roubar, ou coisa parecida!’, e aí... eu desmaiava...era um trauma!!!
Sofri muito na escola, sempre tive ótimos amigos, porém nenhum deles sabia... não conseguia participar dos intervalos, e o pior...não tinha com quem confidenciar, o que considero ter sido o pior de tudo na minha infância e início da adolescência.
Eu chorava muito, me sentia triste e diferente, uma angústia sem fim... e sempre sozinha... ficava imaginando que jamais faria coisas como casar, namorar e ter filhos... fazia de tudo pra ninguém perceber, dizia que não gostava das coisas que tinha medo de fazer... às vezes até acreditava nas minhas mentiras...
Mas um dia tudo mudou... conheci uma pessoa muito especial, que iria começar a mudar meu destino... Edson!
Foi ele que assistindo a um documentário na TV me ligou e disse que estavam falando sobre uma doença onde os sintomas eram muito parecidos com o meu comportamento. Fiquei muito empolgada, e pela primeira vez me senti uma pessoa normal...pois haviam mais pessoas iguais a mim por aí...li o livro indicado no documentário de GUGU KELLER, um homem que sabia exatamente o que eu sentia pois havia passado pelo mesmo problema que eu...
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Oi ficaria feliz se vcê visitasse o blog de sindrome do panico, obrigado.
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